Neurologista do Hospital UMC esclarece que hábitos saudáveis e controle da pressão arterial previne o AVC

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate, Hospital realiza live ‘Sintomas do AVC – Como reconhecer, agir e prevenir’

Conhecido popularmente como ‘derrame’, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é atualmente uma das maiores causas de morte e de incapacidade adquirida em todo o mundo. No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, a doença é responsável por cerca de 10% de todos os casos de óbitos e de internações entre a população adulta. No próximo dia 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate ao AVC, que tem a finalidade de conscientizar as pessoas sobre as formas de prevenir a doença cerebral que mais mata no Brasil. Em comemoração, o Hospital UMC e o Instituto do Coração realizarão a live ‘Sintomas do AVC – Como reconhecer, agir e prevenir’, às 19h30, pelo canal @ictinstitutodocoracao. O encontro, que será mediado pelo Dr. Roberto Botelho, contará com a participação da neurologista Dra. Érika Lopes Honorato e do neurocirurgião Dr.Guilherme Duarte Castro.

Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, aproximadamente 70% das pessoas que sofreram AVC não retornam ao trabalho após o acidente devido às sequelas e 50% ficam dependentes de outras pessoas. Apesar de atingir com mais frequência indivíduos acima de 60 anos, o AVC pode ocorrer em qualquer idade, inclusive nas crianças. Os casos vêm crescendo cada vez mais entre os jovens, ocorrendo em 10% de pacientes com menos de 55 anos e a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization) prevê que, acima dos 25 anos, uma a cada quatro pessoas no mundo terá um AVC ao longo de sua vida.

A neurologista do Hospital UMC, Dra Érika Lopes Honorato, alerta sobre a importância da prevenção da doença, que pode evitar 90% dos casos. “A hipertensão é um dos principais fatores de risco para o AVC e a maioria dos pacientes hipertensos não fazem o controle correto da doença, podendo levar a lesão da parede do vaso, que pode até romper. As doenças cardíacas podem levar à formação de trombos, que são mandados para o cérebro através da circulação. O colesterol alto se deposita e obstrui os vasos cervicais e cerebrais. Fatores que se somam ao diabetes, tabagismo, estilo de vida inadequado, como sedentarismo e etilismo, e hoje se sabe que o estresse e depressão, também pesam para o risco de AVC”, explica. “Manter um acompanhamento médico e adotar uma vida mais saudável, com uma alimentação adequada e prática regular de exercícios físicos, são formas efetivas de prevenir o AVC”, comenta a Dra Érika.  

Com a prevenção, é possível reduzir muito o risco de AVC. Mas se ele acontecer, é importante iniciar o socorro com urgência. O Dia Mundial de Combate também reafirma a importância do atendimento imediato como fator primordial para a sobrevivência e recuperação do paciente. “Uma pessoa que sofre um AVC isquêmico tem até quatro horas e trinta minutos  para utilizar o medicamento específico (trombolítico),  que desfaz o trombo,  reduzindo ou revertendo as sequelas permanentes. Por isso é importante reconhecer os sinais de um evento vascular cerebral. Alteração do equilíbrio, dificuldades de andar, confusão ou alteração da fala, dificuldade  de compreensão das palavras, dor de cabeça súbita, intensa, fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo, são os principais sinais de um AVC”, esclarece a neurologista.

No momento do atendimento médico, há protocolos e tratamentos que devem ser iniciados rapidamente, aumentando as chances de salvar os neurônios que estão em sofrimento, diminuindo muito ou até evitando as sequelas do AVC. No Hospital UMC, um totem na recepção do Pronto Socorro auxilia no primeiro atendimento de pacientes, fazendo a triagem desses pacientes que são considerados graves, permitindo assistência ágil, segura e eficaz. Além do totem, os profissionais seguem as diretrizes do protocolo internacional para manejo de AVC, como explica a Dra. Érika. “Em 2018, na International Stroke Conference (ISC), foram divulgadas as novas diretrizes de manejo precoce do acidente vascular. As recomendações foram baseadas em mais de 400 estudos e trazem um ótimo panorama para a abordagem desses pacientes. Os suspeitos com AVC devem ser triados com a mesma prioridade que são os pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM), sepse ou politraumatismo, efetuando a rápida identificação dos sinais de alerta para um AVC, o pronto desencadeamento do processo de investigação diagnóstica, o rápido início das medidas terapêuticas de fase aguda (gerais e específicas), além  da implantação de medidas de prevenção secundária e de reabilitação”, finaliza.