Amamentar protege contra o câncer de mama

Risco de desenvolver o tumor mais frequente entre as mulheres diminui mais de 4% a cada ano de amamentação

A amamentação é um momento especial, marcante por aumentar os laços afetivos entre mãe e bebê. Além de intensificar esse vínculo, amamentar traz inúmeros benefícios para a saúde da mulher, dentre eles, a prevenção do câncer, inclusive o de mama que tem o grau de proteção proporcional e diretamente relacionado ao tempo de amamentação. De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de contrair a doença diminui 4,3% a cada 12 meses de amamentação.

O câncer de mama é o tumor mais frequente no mundo entre as mulheres – se não considerar o câncer de pele não melanoma – e muitos não sabem que amamentar pode diminuir o risco da mãe ter este tipo de câncer. A proteção é duradoura e permanece muito tempo após a gestação, até mesmo na pós-menopausa. O cirurgião oncológico e mastologista do COT Oncoclínicas, Dr. Juliano Cunha, esclarece o fator que determina essa proteção para a mulher. “Observamos que durante o período de aleitamento há uma queda na sobrecarga hormonal, pois este momento vai retardar o restabelecimento dos ciclos ovulatórios. As taxas de hormônios caem e grande parte dos casos de câncer de mama tem influência dos hormônios femininos. Além disso, com a amamentação há a renovação de tecidos mamários, o que pode contribuir para remover células com danos, reduzindo as chances de desenvolvimento da doença”, detalha o médico.

Para a saúde do bebê, os benefícios da amamentação também são inúmeros, como o fortalecimento do sistema imunológico, e mantê-la também contribuirá para a prevenção do câncer deste indivíduo no futuro devido a leptina, um hormônio presente no leite materno que regula a transformação dos alimentos em energia, gerando uma proteção contra o sobrepeso e a obesidade. “A amamentação pode proteger a criança da obesidade até mesmo na fase adulta, evitando um dos principais fatores de risco para diversos tipos de tumor, como o de mama, pâncreas, colorretal, do endométrio”, explica Dr. Juliano.

O médico aproveita para ressaltar outras formas de prevenção do câncer. “Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados mediante a adoção de hábitos saudáveis. Amamentar será um importante fator protetivo, mas vale lembrar que evitar o tabagismo e o consumo de álcool, manter uma rotina de exercícios físicos e adotar uma alimentação saudável são aliados valiosos para prevenir o câncer“, completa Dr. Juliano.

 

Estatísticas do Câncer de mama

O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, se não considerado o câncer de pele não-melanoma. Os últimos dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam o surgimento de 66.280 novos casos no país somente este ano. Apesar de raro, este tumor também acomete homens, representando 1% do total dos casos da doença.

As causas são inúmeras, mas a idade é um dos mais importantes fatores de risco para o câncer de mama. Estima-se que cerca de 4 a cada 5 casos ocorrem após os 50 anos.

 

Oncoclínicas no Outubro Rosa

Anualmente, o Instituto Oncoclínicas – iniciativa do corpo clínico do Grupo Oncoclínicas para promoção à saúde, educação médica continuada e pesquisa – desenvolve uma série de ações para alertar sobre a importância da realização de exames preventivos periódicos e mudanças nos hábitos de vida no combate ao câncer de mama. Em 2020 a iniciativa traz uma abordagem positiva nas redes sociais ressaltando a importância de não adiar consultas com especialistas e agendar os controles de rotina, incluindo a realização da mamografia por mulheres a partir dos 40 anos.

Com o mote “A melhor dica é viver bem”, a campanha é voltada à conscientização sobre a importância de estar atento a fatores de riscos evitáveis relacionados à incidência de câncer de mama, como ter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas regulares, para uma retomada da saúde e da qualidade de vida. Direcionada à sociedade em geral, ela ressalta ainda uma importante informação: busque sempre saber sobre os fluxos seguros implementados pelos centros de referência em atendimento e realização de exames diagnósticos. Apesar da pandemia e do medo da contaminação pelo coronavírus, é preciso que as mulheres mantenham seus controles em dia para que a luta contra o câncer de mama não seja deixada em segundo plano.

A ação faz parte de uma série de ativações nas redes sociais desenvolvidas pelo movimento “O Câncer Não Espera. Cuide-se Já” para alertar os pacientes oncológicos e a população em geral sobre como atrasos nos cuidados médicos adequados pode comprometer, até irreversivelmente, o sucesso na luta contra o câncer. A ação liderada pela Oncoclínicas é apoiada por entidades como a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT), Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), Instituto Oncoguia , Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) e Rede Inspire Ser.

A mobilização também conquistou o reforço voluntário de personalidades como as atrizes Suzana Vieira, Mariana Rios e Priscila Fantin, os cantores Ivete Sangalo, Elba Ramalho, Bell Marques, Leo Jaime e Tomate, a  jornalista Mona Lisa Duperon e o medalhista olímpico com a seleção brasileira de vôlei Maurício Lima.

Empresas, entidades ligadas à área médica ou qualquer cidadão engajado na luta em favor da vida e da saúde dos brasileiros podem aderir à campanha. Os interessados encontram mais informações nos sites https://www.grupooncoclinicas.com/movimentopelavida e  www.ocancernaoespera.com.br